Projeto de Lei nº 128/2019 – Denomina diversas vias públicas no Loteamento Caminho das Flores, em Forquilhas

O vereador Nardi Arruda (PSD) apresentou Projeto de Lei nº 128/2019 para denominar diversas ruas no Loteamento Caminho das Flores, localizado em Forquilhas.

Pelo Projeto, ficarão nomeadas as ruas:

– Rua “A” (código de logradouro nº 90.641) como Rua Nardy Souza;

– Rua “B” (código de logradouro nº 90.642) como Rua Edy Maria da Silva Souza;

– Rua “D” (código de logradouro nº 91.118) como Rua Vera Lucia Sousa;

– Rua “E” (código de logradouro nº 90.645) como Rua Francisco De Assis Arruda.

Biografias

Nardy Souza: filho de Alfeu José de Souza e Francisca Maria de Souza, Nardy Souza nasceu em Florianópolis em 1927. Formou-se em torneiro mecânico na década de 40. Casou-se com Edy Maria da Silva Souza e teve cinco filhos: Vera Lúcia, Vânia Maria, Veranice Luzia, Eliane e Nauri. Iniciou os trabalhos profissionais como torneiro do extinto Estaleiro Arataca, das navegações Hoepcke, localizado sob a Ponte Hercílio Luz, e referência na época em consertos e fabricação de navios, onde prestou serviços para a marinha durante a 2ª Guerra Mundial. Em 1948 iniciou os trabalhos na Fundição Sapé, no Jardim Atlântico, em Florianópolis. Em 1950 mudou-se para São José, em terreno próprio na Rua Moura, residindo ali até 1970. Comprou o próprio torno e iniciou suas atividades de torneiro mecânico, ampliando para uma oficina e serralheria na Av. Leoberto Leal, em Barreiros, onde residia. Ensinou suas habilidades para o caçula Nauri Luiz de Souza, que continuou o ofício após sua aposentadoria. Nardy Souza foi referência na região por suas habilidades profissionais, entre as funções desenvolvidas estava o conserto de maquinário das padarias locais. Faleceu aos 71 anos, em 1998.

Edy Maria da Silva Souza: natural de Florianópolis e filha de Nemesio Brigido e Firminia M. da Silva, Edy Maria da Silva Souza casou-se com Nardy Souza. O casal teve cinco filhos: Vera Lúcia, Vânia Maria, Veranice Luzia, Eliane e Nauri. Assim que casou, residiu na Rua Moura, em Barreiros, São José. Mais tarde mudou-se em 1970 para a Avenida Leoberto Leal, no mesmo bairro. Mãe dedicada, Edy também auxiliou no cuidado e na formação dos netos. Habilidosa com as palavras, escreveu três livros de poesias com mais de 500 poesias, mas não foram publicados por falta de recursos financeiros. Faleceu aos 71 anos, em 2000.

Vera Lucia Sousa: natural de São José, filha de Nardy Souza e Edy Maria da Silva Souza, Vera Lucia Sousa foi casada com Antonio Edineu Arruda com quem teve dois filhos: Nardi Francisco de Sousa Arruda e Cesar Edineu de Sousa Arruda; e cinco netos: Bianca, Leonardo, Renata, Eduarda e Rafaela. Até os 10 anos, Vera morou na Rua Moura, em Barreiros. Dos 10 aos 21, residiu na Avenida Leoberto Leal, também em Barreiros. Aos 21 anos, mudou-se para Urubici. Dez anos depois, retornou para São José. Residindo em Potecas na localidade conhecida como Cova da Onça, mudou-se em 2002 para a Rua Duque de Caxias, no bairro Ipiranga, onde residiu até a sua morte. Atuou durante muitos anos como professora efetiva da Escola Básica Cecília Rosa Lopes, no bairro Forquilhinha, e mais tarde na Escola Básica Homero de Miranda Gomes, no bairro Ipiranga, até sua aposentadoria em 2010. Vera era religiosa, organizava novenas e cursos para formação de coroinhas, chegou inclusive a ser professora dos futuros coroinhas. Era apaixonada pelos trabalhos manuais, adorava pintar e costurar. Ensinava essas habilidades manuais gratuitamente para adolescentes. Outra paixão era a confeitaria: bolos se transformavam em verdadeiras obras de arte nas mãos de Vera. Gostava de dançar e aplicava todas as suas habilidades na confeitaria e nos trabalhos manuais para auxiliar os amigos nas festas infantis. Ajudar o próximo e ver as pessoas felizes era a maior recompensa para Vera que fazia tudo com o coração. Faleceu em 2012, aos 65 anos.

Francisco de Assis Arruda: nasceu em 4 de outubro de 1921, em São Joaquim. Filho de Antero Vieira de Arruda e Cezaria Vieira de Arruda, Francisco era o caçula de 10 irmãos. Residiu com os pais até os 18 anos. Mudou-se para Florianópolis para servir o exército, permanecendo na Capital do Estado por três anos. Retorna para São Joaquim e casa-se com Maria Hermelinda de Souza Arruda com quem teve 10 filhos. Com o falecimento da esposa em 1968, Francisco casou-se novamente. Da nova união, Francisco teve mais quatro filhos. Dos 14 filhos, no total, os três mais velhos são mulheres; e os demais, homens. Profissionalmente, atuou como agropecuarista. Durante quase três décadas (70-90), viveu em Águas Mornas. No início do século XIX, mudou-se para Urubici e depois para São José. Faleceu aos 89 anos, em 2011, no Lar para Idosos Santa Paulina, em São José.

Confira o Projeto de Lei nº 128/2019 na íntegra (aqui).