As enchentes históricas que devastaram o Rio Grande do Sul em 2024 ainda permanecem na memória dos brasileiros. Agora, projeções internacionais voltaram a acender o alerta climático: especialistas indicam que o Brasil poderá enfrentar, a partir do segundo semestre de 2026, um super El Niño com potencial para provocar chuvas intensas e eventos extremos em toda a região Sul.
Diante desse cenário, a Prefeitura de São José, por meio da Secretaria de Infraestrutura de São José, intensificou nesta semana as ações preventivas de desassoreamento de rios, valas e córregos em diferentes regiões da cidade. O objetivo é aumentar a vazão das águas, minimizar riscos de alagamentos e reforçar a prevenção contra enchentes.
Os trabalhos estão nesta quinta-feira (7) concentrados no Rio Três Henriques, no trecho que compreende os bairros Serraria e Areias. A ação faz parte do Plano Permanente de Desassoreamento de rios, galerias, canais e valas do município. As equipes atuam na rua José Rafael Freitas, onde foi necessária a entrada de máquinas em um terreno com descarte irregular de lixo para realizar a limpeza de um córrego que deságua no Rio Três Henriques.
Outra frente de trabalho ocorre na rua Álvaro Medeiros Santiago, em uma área em frente ao Complexo Administrativo da Polícia Civil, onde ocorre a limpeza de uma vala ao longo de dois dias. Para executar os serviços, a Prefeitura utiliza equipamentos com concha especial para retirada de vegetação aquática, resíduos, bancos de areia e sedimentos que afunilam a calha dos rios e comprometem o escoamento da água e uma máquina menor para limpeza de vala.
Segundo o secretário de Infraestrutura, Nardi Arruda, as ações são fundamentais para reduzir impactos durante períodos de chuvas intensas. “Manter regular o fluxo dos rios é uma das formas mais eficazes de prevenirmos alagamentos. Essa ação atende pedidos da população e contribui para a segurança da cidade, especialmente em dias de chuvas intensas. Além da atuação do poder público, é fundamental a colaboração dos moradores, sobretudo no descarte correto de resíduos”, destacou.
Os serviços incluem a remoção de sedimentos, areia, lixo e outros materiais acumulados no leito dos rios e córregos, fatores que comprometem o fluxo natural das águas e aumentam os riscos de transbordamentos.
As projeções da Organização Meteorológica Mundial (OMM) indicam 90% de chance de formação do fenômeno climático a partir do segundo semestre de 2026. Meteorologistas alertam que o auge do super El Niño deverá ocorrer entre setembro e novembro, período em que o fluxo de umidade vindo da Amazônia tende a se intensificar sobre a região Sul do Brasil, aumentando o risco de enchentes, enxurradas e deslizamentos.
Fonte: Prefeitura de São José
